O Espírito e o Tempo

Em primeiro plano, Herculano coloca o horizonte tribal, espécie primitiva de relação do mundo corpóreo com o extra físico. Os fenômenos apresentam-se de tal ordem que os seres humanos à época da pré-história criam em emanações místicas provenientes de objetos, animais ou até mesmo plantas. Tratava-se de uma carência de entendimento naquilo que se manifestava, havia o entendimento de ser uma força misteriosa, mas por outro lado já se compreendia que tais forças eram Espíritos, ou seja, serem desmaterializados.

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Sobre os juízos

Porque temos tanta dificuldade em aceitar as pessoas como elas são? No campo da psicologia veremos a elucidação desta questão, pelo menos em parte, quando tomamos esse padrão mental do juízo como uma projeção. Quando alguém afirma que o outro é uma pessoa difícil, chata, cheia de defeitos, o que isso significa a respeito de si mesmo?
O problema desses juízos é se manifestarem como um comportamento infantil na vida adulta, são um entrave para a própria evolução do Espírito. Vemos esse tipo de conduta, esse tipo de juízo infantil em várias instâncias da sociedade, na família, nas escolas, no trabalho e na política.

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Estamos evoluindo?

A evolução segundo e teoria biológica da origem das espécies não possui em seu conceito nada que seja melhora, progresso, trata-se apenas de adaptar-se para sobreviver, entretanto, a palavra “evolução” também pode ser contextualizada quando nos referimos ao aspecto moral da vida humana. Nesse sentido evoluir significa alterar o nosso estado para um degrau superior de esclarecimento, de domínio da realidade, de deveres e responsabilidades.
As relações humanas podem ser analisadas sob o prisma de seu sucesso. Existe enorme diferença quando vemos grupos de pessoas interagindo com laços de afeto recíproco, de respeito, de auxílio, de aceitação e quando vemos o oposto, disputa, ressentimentos, inveja e violência.

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A Ciência da paz

A origem da palavra “paciência” está no latim “pati” que significa “aguentar”, “sofrer”. Também deriva do grego “pathe”, que significa “sentimento”. Zenão de Cítio, filósofo grego e fundador estoicismo, defendia a paciência como uma virtude humana. Para este pensador é a verdadeira ciência da paz, uma atitude consciente e racional diante dos acontecimentos nos quais não podemos controlar.
Um aspecto importante e que faz parte da paciência é a resistência que ela nos confere para não sucumbirmos. A mente por vezes nos engana, pode ser que não se contente em ter que esperar algum resultado e se desequilibre por exigir certo imediatismo.

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Sobre o ciúmes

As emoções humanas costumam ser um turbilhão desenfreado. A razão, faculdade do pensamento que se propõe a ser a governante dentro da mente humana não consegue explicar tudo, muito menos os nossos afetos. Seria perda de tempo então filosofarmos sobre o que se passa dentro de nós. Esse movimento analítico já não seria um erro? A resposta certamente não é tão simples, contudo, não podemos desistir de compreender ou pelo menos tentar explicar os fenômenos dos sentimentos que surgem sem serem convidados e, que por vezes confundem nossas ações.

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Recomeço

Dizem ser a morte a única certeza de que temos em vida. Isso nos diz que ela é somente a consequência natural de um processo. Morrer é parte da vida e não necessariamente o seu fim.
A vida orgânica como conhecemos, formada por células, tecidos, órgãos, sistemas, sociedades, tudo isso está numa realidade provisória. Mas estará a totalidade da existência sujeita às mesmas vicissitudes?
No Antigo Testamento, o Tetragrama Sagrado YHWH, utilizado como referência ao Deus de Israel, tem como significado “Eu sou aquele que é” ou “Eu sou o que sou”. Este exemplo teológico é de grande utilidade para racionalizarmos sobre o que é “ser”. Deus é imaterial, não é feito de um corpo orgânico, mas ele existe mesmo assim.

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Nós, os Espirituais

Em nosso cotidiano habitamos conscientemente em dois planos existenciais, que aliás possuem uma inegável interconexão, tratam-se da vida física e da vida moral. Diante de nós estão os objetos materiais do mundo, atestados pelos sentidos. Assim, ao vermos, ao tocarmos, ao ouvirmos, podemos dizer eis a coisa. Por outro lado, todas as nossas relações também se estruturam diante de valores morais, que determinam antes de qualquer experiência o certo e o errado, o bem e o mal.
Mas quem determina de fato o conceito puro do que é ético ou não? Onde se encontra a fronteira entre a ação livre e ação moralmente condicionada?

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Nietzsche virou profeta?

Em sua obra o Anticristo, logo em seus primeiros capítulos trata da definição do que é bom e do que é mau. Ao invés de concordar com a bondade segundo Paulo de Tarso, que defende ser longanimidade, caridade, tolerância, Nietzsche afirma que o bom é o exercício do poder, para em seguida conceituar o mal como tudo o que seja a par da fraqueza. Destrincha todo o seu ódio contra Paulo de Tarso e o acusa de ser um dos responsáveis pela morte do Evangelho, já que pregava a Salvação através do Cristo ressurreto.

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Suportando-vos uns aos outros

O amor em Cristo é diferente do Amor do Cristo, pois que o segundo também é louvável, mas o primeiro brota dentro de cada homem e então todas as sombras e todos os pecados são aniquilados.

Um sinal de maturidade para qualquer pessoa adulta é o refinamento de sua capacidade de perdoar. Precisamos trabalhar melhor esta relação, assim colocaremos mais uma vez o perdão como algo mais fácil de se exercer e também na condição de um valor da vida adulta, sinal de segurança, tranquilidade para tratar com questões de prejuízos trazidos a nós pelos outros.

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Fixação Mental

Sabemos que o pensamento é o principal atributo do Espírito. É a partir dele que temos a possibilidade do livre arbítrio e exercermos a nossa vontade. Deus misericordioso, soberanamente Bom e Justo nos concedeu essa condição de vida, mas exigindo de nós o cumprimento das responsabilidades.

Sem nenhum impedimento no campo do pensamento, escolhemos nossos caminhos, determinamos quais os objetos do mundo vamos atribuir certos valores e gradativamente acabamos por criar um campo mental que em sua forma fluídica caracteriza nossas personalidades.

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