O Espírito e o Tempo

Em primeiro plano, Herculano coloca o horizonte tribal, espécie primitiva de relação do mundo corpóreo com o extra físico. Os fenômenos apresentam-se de tal ordem que os seres humanos à época da pré-história criam em emanações místicas provenientes de objetos, animais ou até mesmo plantas. Tratava-se de uma carência de entendimento naquilo que se manifestava, havia o entendimento de ser uma força misteriosa, mas por outro lado já se compreendia que tais forças eram Espíritos, ou seja, serem desmaterializados.

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Sobre os juízos

Porque temos tanta dificuldade em aceitar as pessoas como elas são? No campo da psicologia veremos a elucidação desta questão, pelo menos em parte, quando tomamos esse padrão mental do juízo como uma projeção. Quando alguém afirma que o outro é uma pessoa difícil, chata, cheia de defeitos, o que isso significa a respeito de si mesmo?
O problema desses juízos é se manifestarem como um comportamento infantil na vida adulta, são um entrave para a própria evolução do Espírito. Vemos esse tipo de conduta, esse tipo de juízo infantil em várias instâncias da sociedade, na família, nas escolas, no trabalho e na política.

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Sobre o ciúmes

As emoções humanas costumam ser um turbilhão desenfreado. A razão, faculdade do pensamento que se propõe a ser a governante dentro da mente humana não consegue explicar tudo, muito menos os nossos afetos. Seria perda de tempo então filosofarmos sobre o que se passa dentro de nós. Esse movimento analítico já não seria um erro? A resposta certamente não é tão simples, contudo, não podemos desistir de compreender ou pelo menos tentar explicar os fenômenos dos sentimentos que surgem sem serem convidados e, que por vezes confundem nossas ações.

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Sobre a dor

Porque sofremos a dores da alma como: a angústia, a tristeza, a mágoa, o medo a depressão, a culpa? Infelizmente elas não podem ser acalentadas como os dores do corpo através de analgésicos ou calmantes. Estão no nível da consciência e precisam ser tratadas então com as ferramentas adequadas.
As causas daquilo que se manifesta no interior só podem estar no mesmo âmago do ser. Assim, mesmo que soe desproporcional, cada um é o único responsável por suas dores. Não que sejamos tolos, não que seja uma forma simples de jogar a culpa naquele que sofre, mas analisando as afecções humanas, a origem de todo sentimento humano está nele mesmo e em mais nada.

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Recomeço

Dizem ser a morte a única certeza de que temos em vida. Isso nos diz que ela é somente a consequência natural de um processo. Morrer é parte da vida e não necessariamente o seu fim.
A vida orgânica como conhecemos, formada por células, tecidos, órgãos, sistemas, sociedades, tudo isso está numa realidade provisória. Mas estará a totalidade da existência sujeita às mesmas vicissitudes?
No Antigo Testamento, o Tetragrama Sagrado YHWH, utilizado como referência ao Deus de Israel, tem como significado “Eu sou aquele que é” ou “Eu sou o que sou”. Este exemplo teológico é de grande utilidade para racionalizarmos sobre o que é “ser”. Deus é imaterial, não é feito de um corpo orgânico, mas ele existe mesmo assim.

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Nietzsche virou profeta?

Em sua obra o Anticristo, logo em seus primeiros capítulos trata da definição do que é bom e do que é mau. Ao invés de concordar com a bondade segundo Paulo de Tarso, que defende ser longanimidade, caridade, tolerância, Nietzsche afirma que o bom é o exercício do poder, para em seguida conceituar o mal como tudo o que seja a par da fraqueza. Destrincha todo o seu ódio contra Paulo de Tarso e o acusa de ser um dos responsáveis pela morte do Evangelho, já que pregava a Salvação através do Cristo ressurreto.

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Fixação Mental

Sabemos que o pensamento é o principal atributo do Espírito. É a partir dele que temos a possibilidade do livre arbítrio e exercermos a nossa vontade. Deus misericordioso, soberanamente Bom e Justo nos concedeu essa condição de vida, mas exigindo de nós o cumprimento das responsabilidades.

Sem nenhum impedimento no campo do pensamento, escolhemos nossos caminhos, determinamos quais os objetos do mundo vamos atribuir certos valores e gradativamente acabamos por criar um campo mental que em sua forma fluídica caracteriza nossas personalidades.

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Sobre a Família

As relações do presente com o passado são de continuidade. As formas mudam, mas as relações de causa e efeito se perpetuam pelo tempo. Toda vez que nos relacionamos com alguém, criam-se instantaneamente laços de afetos, reciprocidade e de compromissos.

No campo do Espírito, estes compromissos são indissolúveis, pois são mantidos pelas Leis da existência dos seres. Diferentemente dos compromissos materiais que podemos “cancelar” se quisermos, os espirituais nós certamente teremos que enfrentar cedo ou tarde.

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A Oração Dominical

O termo Dominical refere-se ao dia da semana domingo, mas também pode fazer alusão às coisas que dizem respeito a Deus (em latim, Dominus). Muitos de nós já conhecemos essa oração e a chamamos de Pai Nosso. Temos compromissos a cumprir no nosso cotidiano, tarefas no lar, responsabilidades para com os filhos e familiares, entretanto, precisamos colocar em primeiro plano nossa relação com o Criador, afinal, antes de tudo o que existe, Ele é a causa primeira.

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O Escudo da Fé

Analisando ainda outra passagem do Novo Testamento, Tiago em sua epístola afirma: “A fé sem obras é morta.” Para esclarecer o teor desta afirmação, cita o exemplo de uma pessoa que ele se refere como um “irmão” e vê claramente sua necessidade de vestimenta e alimentação. Digamos então que diante desta situação, nós simplesmente com muita fé, desejamos que esta pessoa siga seu caminho com Deus, mas nada fazemos para auxiliá-la.

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