O Sermão da Montanha

Este sermão belíssimo encontrado no Evangelho de Mateus (Caps. 5-7)  e no no Evangelho de Lucas (Fragmentado ao longo do livro) nos fala sobre uma espécie de método para alcançarmos a verdadeira felicidade. Não aquela fundada na realização de algo sensível ou material, mas da pura aplicação da lei moral, única e totalmente suficiente para nos dar um sentido na vida além dos breves anos que passamos por aqui.

O fundamento fica evidente quando refletimos sobre a segunda proposição das Bem-aventuranças, aquela que anuncia os futuros herdeiros da Terra. Neste sentido, trata-se de um tempo para além da vida atual; é claramente uma explanação moral para sustentar a ideia da imortalidade da alma.

Em outra passagem Jesus fala dos homens que verão a Deus. Parece-me ser de uma grande proeza, já que podemos apenas pensa-lo ou intuí-lo, mas até hoje ninguém ainda viu a Deus. Explicado foi que para conseguir ver o Criador é preciso ser dotado de um coração puro, um caminho demasiado estreito nas faixas do instinto que ainda habita a humanidade.

Bem aventurado é um adjetivo que significa muito feliz. É também um substantivo masculino, que nomeia aquele que tem a glória dos céus. O sermão da montanha pode nos levar a tal estado de espírito somente se conseguirmos coloca-lo em prática, diariamente, sempre atentos em cada ação, em cada palavra que proferirmos, não apenas porque está escrito na Bíblia, mas porque nossa razão nos traz este dever.

Na primeira aventurança Yeshua anuncia o Reino que pertence aos pobres de espírito. Não devemos interpretar a palavra “pobre” no seu sentido literal. É possível que a tradução para o português tenha sofrido alterações em relação aos textos originais. Certamente Jesus falou sobre a humildade, uma virtude essencial para um homem que se apresenta esclarecido e capacitado a servir aos propósitos divinos. Como sabemos através do Evangelho, o poder deve apenas ser usado para servir e neste sentido nada mais moralmente justo do que nos vestirmos da humildade, se quisermos mergulhar na tarefa de sermos aprendizes da real missão.

O Reino dos Céus não se restringe a um lugar material onde estão inclusos os que encontraram a salvação. Somos em essência a substância do pensar, livre e dotada de leis internas que ajustam a própria evolução. O Reino, portanto, é um estado do Espírito e, relacionando ao ensinamento citado, a “pobreza” de Espírito é essencial no conjunto de todas as demais virtudes, pois nunca nos colocará em posição superior a ninguém. Na equidade dos juízos conseguimos então a permissão de atingir a simplicidade como a de uma criança; sem medida para amar, o Reino será parte da própria alma.

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  • Gustavo dos Santos on

    RastafarI


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