Sobre a Parábola do Filho Pródigo

Primeiramente, a atitude do filho mais velho que ao ser noticiado sobre a volta de seu irmão “pecador” e também sobre as festividades que seu pai prepara em comemoração ao retorno do filho que havia se perdido, mostra como ainda impera o orgulho nos corações dos homens. Tratam-se de instintos ainda inferiores, talvez um sentimento confuso que certamente não fora tratado dentro do campo do pensamento, na medida em que o filho mais velho não fora capaz de encontrar em si mesmo, razões, argumentos que justificassem sua atitude. Ciúme, orgulho e principalmente um sentimento de injustiça é o que manifestava claramente. Transformou-se em uma vítima, pois parecia em última instância que seu pai não tinha o mesmo amor entre os dois filhos, afinal, ele nunca havia recebido tamanha bonança de por parte de seu pai.

Este é o problema da opinião, cada um tem a sua, mas a opinião é puramente subjetiva e não aceita por vezes a contradição. Vida é contradição e se  o mal enxergamos em tudo o que nos apresenta em oposição, não veremos o que é Uno. No caso, trata-se da família; veja que diante da atitude do irmão mais velho, seja a seu favor ou contra, nunca será possível que a família se reunifique e longe ele estava em ter esta união como meta.

Já atitude do Pai revela um sentimento cristão por excelência, que nada julga, que sempre acolhe, que se felicita com a transformação interior daquele a quem mais ama. E quem o critica é porque defende ser implacável com um filho que age de forma similar e desta forma, acaba por abrir mão do bálsamo do perdão que tudo pode restaurar. Jogar seus filhos ao mundo, como se tivessem que ser penalizados por suas faltas infames é como defender as penas eternas que não levam em conta o poder do  amor em Cristo, que transforma o Joio em Trigo.

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